sábado, 20 de dezembro de 2008
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
VICTORIO SALA TOLO [BONANZA, 14/II/1892 - MONTREAL, 17/I/1983]



[Magaly Sala-Skup, 19-XII-2008]
sábado, 13 de dezembro de 2008
A «BATALHA DE INGLATERRA»

sábado, 6 de dezembro de 2008
CONFISSÃO E CONFIDÊNCIA

Ilustração de A. Calbet
Ilustrando, esta imagem sexy enchendo a capa com a gravura da deusa grega do Amor, Afrodite, fazendo por si só passar a mensagem escaldante de um alto espírito de verdade, que só se cumpre com o amor puro de uma deusa da Antiguidade Grega.
Tudo isto fica aqui em segredo. Não desejo interromper outros silêncios, esses por carência de fair play.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
O REINO DA ESTUPIDEZ - II
O fio condutor desta trajectória é a complexa Indústria Alimentar, cuja génesis mergulha na agricultura e o terminus na distribuição dos produtos e, por extensão, na fome, meta até agora desprezível nos sistemas que a provocam e ignoram, mas dela se nutrem.
É à volta de tão abrangente e sinuoso itinerário que as questões de ordem científica, técnica, económica, política e social são abordadas e discutidas, tendo por mote os alimentos e paradigma as PME, vítimas dos modelos macroeconómicos em vigor, embora a retórica oficial lhes cante hosanas. Destes aspectos se ocupam as primeira [Alienações e desvios no estabelecimento de estruturas de desenvolvimento na produção agro-alimentar] e segunda [Reflexões políticas para a compreensão de certos aspectos económicos e sociais da actualidade] partes do livro, funcionando os Apêndices [I. Indústria leiteira e administração pombalina; II. O mirabolante sonho do Rei Formiga. Uma fábula] como ilustrações, a "água-forte", de cenários avulsos da cultura e estadismo lusitanos.»
O REINO DA ESTUPIDEZ - I
domingo, 30 de novembro de 2008
O DRAMA DAS PME - POR DETRÁS DO PANO DE FERRO
domingo, 23 de novembro de 2008
O DRAMA DAS PME - CONCORRÊNCIA, VALOR ABSOLUTO
domingo, 16 de novembro de 2008
A TODOS OS SERVIDORES DA FUNÇÃO PÚBLICA, FRATERNALMENTE
Dedico este trabalho de selecção documental e de crítica de processos a todos os servidores da Função Pública, independentemente de categorias, vínculo ao Estado ou precariedade de funções. Fraternalmente Fernando Vieira de Sá
ANAIS 1979 Índice I — Introdução XIII — FILAGRO XIV — Visitas ao Departamento XVII — Perspectivas Futuras
Abril 1981: [O Dever de Informar]
Antecedentes: Causas e Objectivos
26/XII/80 — Presidente do LNETI
sábado, 8 de novembro de 2008
INCURSÃO PELAS ARMAS - ECOS DA MEMÓRIA (VII)
Fernando Vieira de Sá
Outubro/Novembro de 2008
domingo, 26 de outubro de 2008
JOSÉ BRANCO RODRIGUES [1912-2008]

A morte de Branco Rodrigues exerceu em mim uma sensação que nunca tinha experimentado e que se enraíza numa profunda ideia de irmandade que vem de um tempo em que, com epicentro na Europa mas com réplicas em todo o mundo, deflagrou a I Guerra Mundial.
Branco Rodrigues nasceu em 1912. Eu nasci em 1914, tempo de gestação e eclosão do grande conflito bélico (1914-1918), donde nasceria uma sociedade que alterou organicamente o statu quo ante da vida e, seguramente, actuou sobre as famílias e todo o evolutivo pensamento de que os recentes nascituros serviram de cobaias das recém-implantadas vivências.
Sem nos darmos conta disso, a verdade é que, com o desaparecimento de Branco Rodrigues, pela primeira vez senti que, afinal, o nosso encontro e conhecimento, dir-se-ia, recente, evoluiu instintivamente assente em uma aproximação oculta e temporal que agora, com a sua morte, senti que alguma coisa do meu estar alterou os estímulos da memória, dando-me a sensação de ter perdido alguém que, para mim, sem me dar conta, era tanto, como um amigo de vivências paralelas. Éramos, por assim dizer, produtos gémeos face ao alvor de uma novelíssima Nova Era nascida connosco, fazendo parte de nós.
Agora, neste particular aspecto e sem referência à época comum que nos assistiu à nascença, fiquei só, como relíquia desse mundo que nos ia formar. Nunca pensei que a sua falta neste mundo me tivesse atingido tanto por tal ausência. E, no entanto, vivemos dezenas e dezenas de anos, dir-se-ia, quase toda a vida sem nada sabermos um do outro, pois só nos vimos pela primeira vez em casa de Mário Neves [1912-1999], nascido também em 1912, um grande amigo comum, quando este caiu numa cadeira inutilizado pela doença que se arrastou fatidicamente, cumprindo a sentença de prisão perpétua que lhe calhou por acasos da existência. E nós, eu e Branco Rodrigues, cumprindo uma dívida que a amizade e o dever facultativo impõem, aí íamos fazer-lhe companhia com grande frequência, alimentando sempre uma conversa animada, esquecendo as circunstâncias que se esqueciam. Pois foi aí que de jure et de facto nos conhecemos, afinal somente quando a idade, já sem idade, nos começava a rondar a porta e nós a bater-lhe com ela na cara.
Mário Neves faleceu e nós continuámos a nossa relação, que já não tinha retorno, encontrando-nos frequentemente, incluso em Sesimbra, onde eu e Maria Elvira [1917-1999] recebíamos amigos em dias de fraternidade, o que ainda hoje faz presença na memória e na saudade, mas já com muitas baixas. O cerco aperta-se...
Mais recentemente os nossos encontros e conversas eram somente telefónicos. As circunstâncias iam-nos restringindo os espaços de manobra, ficando-nos como modesto recurso os telefonemas diários para uma saudação e já isso era um apego a todo o nosso passado de relação de amizade. A falta desse contacto diário atingiu-me, como não me passaria pela cabeça atingir os meus tempos de ocupação mental e refrescamento pela voz e pela banal notícia de «nada de novo», ajudando-nos a existir.
Branco Rodrigues era um homem especial. Vivia mais para os amigos do que para si mesmo. Era pessoa que se dedicava intensamente aos amigos, sempre atento aos aniversários, às homenagens em vida e na morte, intervindo nas celebrações de tudo o que enaltecesse alguém que o merecesse. Lembro aqui, e registo, a grande preocupação de Branco Rodrigues, desde há um ano, com a celebração do centenário do general Vasco Gonçalves [1921-2005] com o seu receio de que caia no esquecimento ou menor relevo por falta da devida antecipação na sua organização. Por isso desunhava-se em contactos, prevendo que ele poderia não estar já vivo para agitar, para dar o seu contributo e pedir o de outros. Esta seria a mais sublime homenagem a Branco Rodrigues, que, levando-a a cabo, seria sem dúvida alguma uma dupla homenagem.
Tudo isto aqui escrito lembra e homenageia Branco Rodrigues, um homem modesto, só pensando nos outros, fossem eles vivos ou mortos. A sua figura esfumava-se com total discrição. Quem lhe quisesse falar em qualquer celebração, por exemplo, teria de ir à última fila, onde o encontraria silencioso e apagado, mas sempre atento a tudo.
É com saudade e respeito que dedico estas palavras à sua memória.
Fernando Vieira de Sá
Lisboa, 26 de Outubro de 2008
sábado, 25 de outubro de 2008
INCURSÃO PELAS ARMAS - ECOS DA MEMÓRIA (VI)
No Hospital repete-se a mesma continuação universitária. De alguma coisa especificamente militar, na realidade não me recordo. Toda esta orientação, que nada tinha de militar, mais tarde mostrou a sua inutilidade quando me vi em manobras e não sabia por que ponta lhe havia de pegar, dificuldades a que me referirei à frente.
Os Cães de Guerra - De todas as lições recebidas neste período de instrução já declarei atrás que tudo o que se palestrou foi de tal vulgaridade que pouco ou nada, por mais esforços que faça, ficou retido na memória. Em linguagem dos tempos de hoje chamar-se-ia a este estado de espírito o «buraco do ozono» do planeta, sendo que aqui o planeta é o nosso mundo craniano. No entanto, uma excepção é de toda a justiça relevar. Foi a palestra sobre cães de guerra, não só pelo seu intrínseco interesse (uma informação que não era conhecida) como por uma certa filosofia que da lição se desprende, como na sua avaliação em termos mais abrangentes. Por tais razões achei oportuno relatar.
A lição, como já referi, era sobre cães de guerra. O instrutor desperta logo a atenção. Assim: Corria a I Guerra Mundial, conhecida por «Guerra das Trincheiras», em que os dois países beligerantes - França e Alemanha -, frente a frente e corpo a corpo, se debatiam, saindo das suas trincheiras, pelejando em terreno de ninguém. Durou isto quatro anos de beligerância a que se Juntaram a Bélgica, a França e depois a Inglaterra, Portugal e, do outro lado, os países de Leste. No estudo estratégico da beligerância, os observadores militares e estrategos, começaram a ter dificuldades em descobrir como os exércitos do lado alemão davam toda a sensação de dispor de informações que prejudicavam os ataques-surpresa, o que os levou a uma séria investigação, da qual resultou a descoberta do cão-correio, cão-estafeta, enfim um novo meio de comunicação à distância que, na época, era muito escassa e de modesta qualidade: telefones de campanha, telégrafo, código Morse, pombo-correio aberto ao tiro certeiro, e não sei se mais algum.
Ora bem, descoberto o segredo de comunicação através dos cães, os investigadores dos aliados logo começaram a estudar todo esse campo. Concluíram então que os alemães já estudavam o assunto desde há muitos anos, possuindo na altura cães de raça apurada para os efeitos desejados, quartéis de cães de guerra adestrados no ofício de mensageiro ao domicílio, etc., etc.
Sem perda de tempo, do lado aliado começa o improviso de caçar cães onde os houvesse, desde o vira-latas até ao pastor alemão, caçando homens para treinadores, sabendo tanto como os cães, etc., etc. Mas - enfatiza o nosso instrutor - «a verdade é que com todos estes improvisos os nossos cães lá se desenrascaram e cumpriram tão bem como os do inimigo que vinham de academias caninas». Chegado a este momento e a esta declaração, ouve-se do fundo da sala de aula uma voz pensadora de quem medita mais para lá das palavras. O que se ouve é isto, em atmosfera de silêncio, referindo-se à conclusão do instrutor: «Eram os milicianos meu tenente, eram os milicianos. Cá estamos nós também aqui como rafeiros». Salta uma grande gargalhada. O instrutor embatuca e faz um sorriso sardónico.
E até ao fim da instrução, a respeito de tudo e de nada, ouvia-se: «Eram os milicianos... somos os cães-correio da I Grande Guerra».
[continua]
sábado, 18 de outubro de 2008
INCURSÃO PELAS ARMAS - ECOS DA MEMÓRIA (V)
Após este intróito, que se impunha para que todos lembrem que nem tudo é mau, nem tudo é fado, cá estamos, repito, arrostando o veredictum dos Juízes, as sentinelas da herança pátria, egrégios exemplos...
Nada, porém, resiste à ferrugem que tudo mina, mesmo o que se julgaria protegido da perversão dos costumes, a corrupção da sociedade. A verdade é outra, embora não se escreva. Com efeito, ao contrário, tradicionalmente e na generalidade dos casos, todos os varões desejariam reprovar na inspecção médica e, como tal, ser dispensados dos deveres militares. Comigo, porém, passava-se o contrário. Também os desígnios eram outros e mais modestos, menos ambiciosos, mais pessoais. Pode condenar-se, mas aplaudir seria desaforo. Assim, é simplesmente justo. Nunca me julguei com estatura para tão altos desígnios. Em boa verdade desejaria ser aprovado - do que não tinha a menor dúvida, dada a minha compleição física - por duas razões: 1º. - terminado o curso e apto para o serviço militar, poderia concorrer ao quadro de veterinário militar se por acaso houvesse algum concurso de admissão; 2º. - e o mais aliciante, que consistiria em aprender equitação, o que só poderia concretizar sem custos fazendo o curso de oficial miliciano na arma de cavalaria. Nesse tempo, com menos de metade do século XX percorrido (escrito assim é mais ponderável) o Exército tinha os melhores cavaleiros do país. Porém, nesse ano as coisas iriam correr de forma diferente, dir-se-ia, ao invés da rotina, sacrificando a impoluta dignidade profissional em dose dupla (militar e civil). O patriotismo e a ética, quer militar quer médica, cedem às instruções indignas vindas do Alto, em formato de boato, o mesmo é dizer de Salazar, para que os mancebos de Lisboa, e particularmente de Alcântara, na base de uma inaptidão diagnosticada para a prática militar, conferida pela respectiva Junta Médica, e assim precaver qualquer infiltração de vírus subversivos carreados para dentro dos quartéis pelos indivíduos vindos de um meio duvidoso face à segurança da sociedade. A razão era simples. A Espanha era assediada desde há um ano pela Guerra Civil. Franco corria pela implantação do fascismo em Espanha, uma espécie de Cid, O Campeador, que também por aí cavalgou há bem mil anos, derramando sangue e morte selvaticamente como se fossem ambos da mesma cepa, o mesmo ADN, com o fito de expulsar o poder republicano democraticamente alcançado nas urnas, derrotando a ditadura de Primo de Rivera (1931-1935), exilando-se o rei Afonso XIII que se acolhe ao sol do Estoril. Portugal, para os fascistas e reis, era um paraíso. Outros, mais tarde, fizeram o mesmo.
A Mentira, «A Bem da Nação» - É bom recordar que, nesse tempo, a classe operária, concreta e personalizada, afirmava-se quase exclusivamente em Lisboa, nomeadamente em Alcântara, onde se erguia o complexo industrial da CUF, único exemplo significativo de Revolução Industrial inspirada pelos novos ventos que começaram a soprar após o fim da I Grande Guerra (1914-1918) na Europa. Perante este espectro, tudo podia acontecer; isto é, ser reprovado na inspecção médica. A preocupação aumentava à medida que se ia conhecendo a invulgar alta percentagem de mancebos dispensados. Chegado o meu dia, vi-me às tantas numa sala perfilado numa linha de quinze matulões, todos em cuecas, aguardando a sua vez para ser inspeccionado por uma Junta de três ou quatro médicos militares. Pelo aspecto físico, se fosse em tempos normais, todos seguramente seriam apurados. Porém, até à minha vez, teriam sido observados uns dez, cuja maioria ficou dispensada. Eu falava só. Olhava os médicos, simples capatazes do regime, o quadro de uma pátria ajoelhada aos pés do ditador a preço sem preço. Servidão.
Desta feita, e desde logo identificado com os «bons exemplos» e os brios aí praticados «A Bem da Nação» ou, quiçá, da humanidade, deixando para trás feito entulho o que fez a história dos tais heróis cuja memória se enxovalha em favor de outros alvos e outra moral. É preciso chamar a atenção para o pormenor de que esta inspecção tinha lugar no Quartel-General, ao tempo funcionando no Palácio das Necessidades, recebendo a brisa alcantarense transportando o vírus inquietante. Ouvindo, finalmente, o meu nome, avancei até junto da mesa onde esperavam os actores da peça que, um a um, iam manobrando à minha volta, exibindo os clássicos gestos e aparelhagem de diagnóstico usuais nestes actos profissionais e, não demorando o veredictum, dá o resultado/ordem: «Está dispensado, pode seguir». Mostrei-me surpreendido porque me sentia são como um pêro e disse, quase ofendido: «Veja o sr. doutor, eu pensava que tinha saúde para dar e vender e agora oiço esta. Preciso saber o que se passa para consultar um médico imediatamente». O médico fica um pouco surpreendido e confuso e o que lhe veio à cabeça foi dizer: «Não é nada de grave, mas fica livre. É melhor prevenir que remediar». «Não é bem assim sr. doutor, de qualquer modo quero saber o que me afecta, para me tratar e cuidar». Resposta: «Mas não está contente por ficar livre?». «Não é o caso nem se põe essa questão de querer ou não querer». O médico mostra algum embaraço em manter o diálogo e acaba por dizer: «Está bem, se quer ficará apurado. E em que arma gostaria de servir?» «Não sabia que se podia escolher, mas se me dá essa oportunidade, gostaria de ir para cavalaria». Desta feita e desde logo identificado com o brio militar e profissional dos respeitáveis facultativos, que poderão defender a Pátria de perigos medonhos mas, quanto a honra e brio profissional, estamos conversados... É uma vergonha. A nobreza de Salazar era ter a Pátria a seus pés.
[Continua...]
terça-feira, 14 de outubro de 2008
INCURSÃO PELAS ARMAS
Aqui ficam dois registos fotográficos, um de 30-X-1943, por ocasião das manobras militares na região do Cartaxo, sendo FVS Alferes-Veterinário, outro, datado de 1-VI-1953, sendo FVS já, então, graduado Tenente-Miliciano do Serviço Veterinário Militar.

domingo, 12 de outubro de 2008
A CRISE - CADA COISA TRAZ EM SI A SUA CONTRADIÇÃO
domingo, 5 de outubro de 2008
domingo, 28 de setembro de 2008
ECOS DA MEMÓRIA (IV)
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
TESTEMUNHO (III) - PRODUTOS TRADICIONAIS, CONGRESSO COM HISTÓRIA, UM EXEMPLO E UMA AMIZADE QUE PERDURAM
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
ECOS DA MEMÓRIA (III)

Sabendo da sua ida a Cuba participar activamente num Congresso, pedi-lhe imediatamente para ser portadora de uma mensagem de amizade para Ramón que me acompanhou sempre nas minhas digressões em toda a ilha, ao que ela logo se prontificou gostosamente. Daí a mensagem de Ramón que aqui se reproduz:

À Conceição, ao oferecer-lhe o meu último livro, Autópsia a Um Departamento Científico do Estado - Livro Branco do DTIA, dediquei-o, escrevendo: «Por todas as razões terias direito a receber uma cópia desta peça shakespeareana, pois de drama se trata (uma autópsia é sempre drama). Mas acresce o facto de nesse elenco teres participado por algum tempo no papel de estagiária com um desempenho de muito bom quilate.
E até me recordo daquele aparte dela, em tom ofendido, advertindo-me que não me autorizava a tratá-la por tu, por não haver razões para tal. Respondi-lhe que continuaria a tratá-la por tu, mas, em contrapartida, pedia-lhe que me tratasse de igual para igual, pois eu exercito mais a fraternidade do que outras práticas amorfas e de catálogo que a sociedade usa sem nada dentro. E assim ficou a lição muito fácil. E a nossa fraternidade manteve-se e já conta muitos anos. Se assim não fosse teria o nosso relacionamento sido igual? Duraria para toda a vida? Fica a dúvida.» FVS
sábado, 20 de setembro de 2008
ECOS DA MEMÓRIA (II)

No dia seguinte à minha chegada a Habana, fui cumprimentar o Comandante Fidel Castro e agradecer-lhe o convite para visitar Cuba. Conversámos um bocado, dizendo-me ele que me agradecia toda a crítica que eu entendesse fazer. E que iria saber de mim diariamente através da sua secretária Annie, uma portuguesa em quem ele depositava toda a confiança. E assim todas as manhãs Annie me telefonava, conversando um pouco. Por vezes encontrava-a na embaixada de Portugal. Um desses dias alguém tirou esta foto. Da esquerda para a direita: Graça Mexia (médica), Palma Carlos (embaixador), meu contemporâneo do Liceu Passos Manuel [por isso eu ia à embaixada com alguma frequência para conversar de tempos idos e beber uma cerveja], Annie, eu e Armanda Fonseca (Presidente da Direcção da Associação de Amizade Portugal-Cuba). FVS
ECOS DA MEMÓRIA (I)
