quarta-feira, 20 de julho de 2016

Há 102 anos, em Alcântara (Lisboa)

Fernando Vieira de Sá nasceu em Lisboa no dia 20 de Julho de 1914. 

Nunca ter medo, nunca vergar ou viver de cócoras, viver sempre de cabeça levantada eram as suas divisas. Deixou-nos uma obra e um valiosíssimo exemplo de vida.

terça-feira, 15 de março de 2016

A VIDA É...

«A vida é como os alcatruzes de uma nora árabe. São os altos e baixos que fazem o verdadeiro ritmo da existência, pois se não fosse a água que eles elevam, a fertilidade dos solos não se teria manifestado.» 

F. Vieira de Sá, Viagem ao Correr da Pena, Moinho de Papel, 2004.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

NUNCA TER MEDO, NUNCA VERGAR OU VIVER DE CÓCORAS...

F. Vieira de Sá, 20 de Julho de 2013 (pormenor de foto de Luís Guerra)

«Fernando Vieira de Sá nasceu em 1914, em Lisboa, no dia 20 de Julho. Partiu na manhã do dia 15 de Março de 2015. [...] Nasceu em 1914, atravessou o século XX das Guerras e das Utopias, correu mundo ao serviço da FAO, conheceu variadas gentes e culturas, entrou decididamente pelo século XXI dentro. Nunca se cansou de aprender, de intervir, de sonhar um mundo melhor e sem injustiças. Nunca ter medo, nunca vergar ou viver de cócoras, viver sempre de cabeça levantada eram as suas divisas.» 


Luís Guerra

sábado, 2 de maio de 2015

«¡LEVANTEMOS NUESTRAS VOCES Y NUESTRA COPA PARA CELEBRAR LA VIDA DE AQUÉL QUE VIVIRÁ SIEMPRE EN NOSOTROS!»

Recebemos, no passado dia 26 de Março, uma sentida e comovente mensagem de Magaly Sala [filha de D. Victorio Sala, um grande amigo que Vieira de Sá conheceu no México e de quem nos fala em Viagem ao Correr da Pena (pp. 396 e ss.)] que aqui reproduzimos hoje com a devida autorização. Obrigado, Caríssima Amiga Magaly. 

Aproveitamos para responder à questão que nos coloca, informando todos os amigos que este blogue continuará aberto a outros depoimentos que, como este, queiram celebrar a vida do saudoso Amigo Vieira de Sá. Em breve contamos publicar o primeiro de vários depoimentos sobre a reconhecida importância do seu percurso profissional e os caminhos que desbravou e abriu para o futuro.


Muy estimado amigo Luis,

Es con profunda tristeza que acogemos la noticia y le agradecemos que haya pensado en nosotros. Gracias a usted, hemos podido seguir los acontecimientos de la vida de ese hombre excepcional. ¿Quedará su blog vigente todavía? Nos deja en él, un testimonio de un valor inestimable, que quisiera poder leer con atención.

Al irse, Fernando Viera de Sá deja un enorme vacío, tanto personal, como intelectual y humano. Pocas personas pudieron reunir, como lo hizo él, tantas cualidades. Hombre de ciencia, hombre de luchas, de integridad, escritor apasionado por el mundo y sus dolencias, solidario, generoso, revolucionario, y portador de esa gentileza y finura propias a un verdadero caballero. Los que como yo, tuvimos el privilegio de conocerle, junto con su maravillosa esposa, María Elvira, y de llamarlo amigo, de haberlo hecho parte de nuestras vidas, a pesar del tiempo y las distancias, podemos decir que él nos ha hecho ser mejores personas, por su ejemplo, sus ideas, su bondad y generosidad. Los males de la sociedad, las injusticias las vivía con profunda indignación y, con su pluma, arrojaba luz sobre las raíces de tales iniquidades. Su vivacidad, su sonrisa y buen humor, a lo que puedo ver, lo acompañaron hasta sus últimos días. ¡Levantemos nuestras voces y nuestra copa para celebrar la vida de aquél que vivirá siempre en nosotros! ¡Salud, amigo Fernando, siempre!

Muy cordial saludo,

Magaly Sala y familia

Montréal, Qc

quinta-feira, 30 de abril de 2015

SÓCIO HONORÁRIO DA SPCV I DOAÇÃO DO ESPÓLIO TÉCNICO-PROFISSIONAL


«[...] em assembleia geral da Sociedade Portuguesa de Ciências Veterinárias, realizada no dia 27 de março passado, foi aprovada por unanimidade a Atribuição, a título póstumo, do título de Sócio Honorário ao Dr. Fernando Vieira de Sá. A atual Direção considera a atribuição desta distinção, como uma forma de reconhecimento do trabalho realizado por seu pai que dedicou a sua vida à Medicina Veterinária, nomeadamente na área de produção leiteira e lacticínios.
[...]
Ficaríamos muito gratos pela doação do espólio bibliotecário de seu pai à SPCV, mas tive agora conhecimento que a nossa Faculdade já aceitou esta oferta o que também muito nos satisfaz porque assim, as obras em referência ficarão disponíveis para um número muito mais alargado de interessados, incluindo os estudantes do nosso curso de Mestrado.» 

[Excerto de mensagem enviada a seu filho, Eng. José Manuel Vieira de Sá, pelo Presidente da SPCV, Prof. Doutor Carlos Martins]


A distinção foi recebida pelo seu filho, José Manuel Vieira de Sá, 
no dia 26 de Fevereiro de 2016, na UTAD - Universidade de rás-os-Montes e Alto Douro.

quinta-feira, 26 de março de 2015

VIVE AGORA NO REINO DA MEMÓRIA

Lisboa, 20 de Julho de 2014, dia do 100º Aniversário. Foto de Luís Guerra

Fernando Vieira de Sá nasceu em 1914, em Lisboa, no dia 20 de Julho. Partiu na manhã do dia 15 de Março de 2015. Nesse mesmo dia, por razões de ordem pessoal, aterrava eu em Paris, onde uma mensagem telefónica me levou a notícia deste seu derradeiro voo. Dado de imediato o abraço solidário ao seu filho José Manuel e, através dele, a toda a Família Vieira de Sá, só hoje consigo alinhavar algumas breves palavras, que aqui vos deixo, no blogue criado para divulgar a sua vida e a sua obra e onde se manteve, enquanto quis e pôde, activamente interveniente.

Nos últimos tempos, quando o visitava, as nossas conversas passavam muito pelos temas da vida, da velhice, da solidão, da sensação estranha que é viver-se num mundo em contramão. 

Ao recorrente “Que bom ter 100 anos!” com que o brindavam, respondia com a sua fina ironia: “Que experiência tem você disso? Quando chegar à minha idade, venha ter comigo e então falamos!”

Conhecemo-nos nas Edições Cosmos onde, nos anos noventa do século passado, trabalhei como coordenador editorial. Aí editámos o seu O Reino da Estupidez nos Caminhos da Fome – Memória de tempos difíceis (Julho de 1996), com Prefácio de Eduardo Moradas Ferreira. Sim, na mesma Cosmos em que se estreou como autor das obras O Leite na Alimentação Humana (Maio de 1945) e Os Derivados do Leite na Alimentação e na Indústria (Junho de 1945), na célebre «Biblioteca Cosmos» de Bento de Jesus Caraça. O volume Biblioteca Cosmos – Um projecto cultural do Prof. Bento de Jesus Caraça, editado pela Fundação Calouste Gulbenkian em Novembro de 2001, deu-o (p. 21) como tendo falecido em 1979. O que ele ironizou e riu (rimos) com este facto! As «provas de vida», muitas delas, ainda estavam para vir.

Haveríamos de editar, agora com a chancela da Moinho de Papel (minha e da Maria de Lurdes, minha companheira de vida e sua muito amiga e admiradora), os livros de memórias Cartas na Mesa – Recordando Bento de Jesus Caraça e a «Biblioteca Cosmos» (Abril de 2004), com Prefácio de Manuel Machado Sá Marques, Viagem ao Correr da Pena (Dezembro de 2004), com Apresentação de Urbano Tavares Rodrigues, Ecos do México – Da História e da Memória (Outubro de 2005), com Prefácio de Miguel Urbano Rodrigues, e Autópsia a um Departamento Científico do Estado – Livro Branco do Departamento de Tecnologia das Indústrias Alimentares, com Apresentação de Eugénio Rosa. Este último, veio a lume no 1º de Maio de 2008 e abre com uma bem expressiva dedicatória: «Dedico este trabalho de selecção documental e de crítica de processos a todos os servidores da Função Pública, independentemente de categorias, vínculo ao Estado ou precariedade de funções. Fraternalmente, Fernando Vieira de Sá».

Mas o mais importante destes nossos caminhos cruzados foi a sólida amizade que construímos (no início ainda com a presença serena da Maria Elvira, sua companheira de muitos anos de vida a dois), partilhada com a Maria de Lurdes, com os nossos três filhos e, mais recentemente, com a minha mãe. Sentíamo-lo como um membro da nossa família. Mostrou-nos muitas vezes que esse sentimento era, nele, recíproco e muito profundo. Foi um enorme privilégio tê-lo como Amigo.

Nasceu em 1914, atravessou o século XX das Guerras e das Utopias, correu mundo ao serviço da FAO, conheceu variadas gentes e culturas, entrou decididamente pelo século XXI dentro. Nunca se cansou de aprender, de intervir, de sonhar um mundo melhor e sem injustiças. 

Nunca ter medo, nunca vergar ou viver de cócoras, viver sempre de cabeça levantada eram as suas divisas. 

Deixa-nos uma obra e um valiosíssimo exemplo de vida.

Vive agora no reino da memória.

Luís Guerra
26 de Março de 2015

domingo, 20 de julho de 2014

F. Vieira de Sá | 100 anos (Mensagens)

Memória de um encontro no Jardim da Estrela, Maio de 2013. Foto de Maria de Lurdes Guerra

100 anos! Fernando Vieira de Sá, muitos parabéns por esta tão bela data.

Com muita amizade e admiração,

Maria de Lurdes Guerra


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Hoje de manhã comuniquei com o Vieira de Sá para lhe dar um abraço muito apertado e de grande satisfação pelo seu aniversário. 100 anos! Como estamos gratos a este querido Amigo, exemplo de GRANDE CIDADÃO! Queremos continuar a usufruir do seu convívio e dos seus ensinamentos!

Manuel Sá Marques

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Caro Amigo, 


A Maria Eduarda e eu, embora fora de Lisboa, não queremos deixar passar este dia sem lhe dar os parabéns expressar a satisfação que nos dá o seu Centenário! Embora não tenhamos tido a oportunidade de nos encontrar ultimamente, a Maria Elvira Gonçalves vai-nos dando notícias. Nas nossas conversas o Fernando está presente nas recordações que nos ligam, na camaradagem que mantivemos e nas lutas anti-fascistas e pela liberdade e uma democracia social em que sempre participámos. É neste espírito que lhe enviamos um apertado abraço.


Maria Eduarda e Mário Ruivo

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Meu caro Fernando Vieira de Sá

Escrevi por extenso o seu nome porque é sempre mais uma maneira de lhe dizer: belo nome de Amigo para uma tão extensa e tão preenchida vida. Diria mais e perguntar-lhe-ia ainda mais uma coisa: qual é o segredo e qual é a força da resistência que teve e tem dentro de si, para que nós, os que o admiramos, possamos dizer: aqui está, em FV de Sá, um Ser e um Modo de dar sentido à vida.

PARABÉNS.

António Neves Berbém

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Em complemento do telefonema de hoje, aqui fica o testemunho da grande admiração pelo Dr. Vieira de Sá, neste dia tão especial.

Um grande abraço,

José Diogo Gonçalves

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Querido Tio Fernando,

Há anos que o ouço responder à gracinha de gente inocente - "O Fernando ainda há de chegar aos 100" com um irritado e tão típico "Não me lixem!" seguido de uma gargalhada meio irónica, meio orgulhosa do seu humor ácido.

Nenhum de nós faz a mínima ideia do que é ter 100 anos, do que é ter assistido de ponta a ponta ao desenrolar de um século. Ainda por cima um século que trouxe tantas diferenças à forma como vivemos, como comunicamos. 

No entanto, o Tio com a sua eterna força de vontade e tremenda disciplina conseguiu caminhar por todos estes desenvolvimentos. Marcou cada etapa com amigos e inimigos - sinal de que travou batalhas por aquilo em que acredita. Deixou em cada passo um património de factos, de documentos, de conhecimento que conquistou de forma inquisitiva e perspicaz. Partilhou a sua vida com o seu grande amor - a Maria Elvira - que o guiou com a sua prudência, serenidade e grande intuição. Adaptou-se sempre às circunstâncias e como sempre me dizia - transformou o melhor que soube os piores momentos em oportunidades. Um verdadeiro "globetrotter", percorreu o mundo e absorveu o mais que pode. Estou segura que poucas pessoas com 100 anos têm o privilégio de os ter preenchido de forma tão intensa e tão rica como o Tio fez.

No entanto, consigo ouvi-lo dizer na minha cabeça: "de que é que isso me serve?" 

Não tenho a resposta a isso, tenho apenas as poucas palavras de imenso apreço que tenho por si, do que sempre me ensinou, da inspiração que me dá todos os dias, do papel emocional que teve na minha vida ao representar um avô que nunca cheguei a conhecer (e que suspeito que em feitio terá tido muito em comum consigo). Espero que isso seja suficiente para lhe encher o coração neste dia tão especial para si e para todos nós que o estimamos e que temos tido o privilégio de acompanhar, partilhar e assistir consigo neste seu tremendo percurso. 

Um grande beijo emocionado, esperando poder dar-lho em pessoa daqui a uns poucos dias.

Com muita amizade,


Xana


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100 anos. Uma data memorável.

Desejo-lhe um feliz aniversário, Dr. Vieira de Sá.

Beijinhos da Sandra (Ex- UIL - INETI)

Sandra Pinto da Silva

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Meu caro amigo!

Os meus sinceros parabéns por esta bonita idade! Desejo muito que entre em mais uma etapa com muita saúde. Quem sabe se um dia destes não irei aí dar-lhe o meu abraço! Neste momento fica um abraço do tamanho da distância que nos separa.

A minha Amizade!


Angelina Barbosa


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Querido Amigo Fernando Vieira de Sá

Os seus admiradores e amigos da Revista Seara Nova saúdam-no com entusiasmo ao festejar mais um aniversário.

Muitos parabéns!

Saudações Seareiras.

Pelo Conselho Redactorial,

Levy Baptista
, Director


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Companheiro!

Com grande alegria, cumprimentamos o nosso Amigo Fernando Vieira de Sá ao completar magníficos cem anos!

Ao longo dos tempos habituámo-nos a aprender com as reflexões políticas, culturais e profissionais do querido Dr. Fernando Vieira de Sá.

Aceite as nossas saudações democráticas, reveladoras de profunda amizade e respeito.

Efusivos parabéns!

Pela Comissão Directiva da 
Associação Intervenção Democrática-ID

João Corregedor da Fonseca, presidente

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Sim senhor, não é pouca coisa. Aqui das terras do Brasil, por onde também andou o Dr. Fernando, em sua incansável peregrinação pelo mundo a fora, enviamos - embora um pouco atrasados - um forte abraço de admiração.
Gentil e Jó
Rio de Janeiro, 26 de Julho de 2014

FERNANDO VIEIRA DE SÁ FAZ HOJE 100 ANOS.

Há 100 anos, no dia 20 de Julho de 1914 (segunda-feira), nascia em Alcântara, na cidade de Lisboa, onde reside, Fernando Peixoto Vieira de Sá, filho de Mário Pedro de Alcântara Vieira de Sá (1888-1979) e de Maria Luiza Bandeira Peixoto (1891-1982).

PARABÉNS, VIEIRA DE SÁ!

                                      Lisboa, 20 de Julho de 2014 (Foto de Luís Guerra)

Médico veterinário, licenciou-se na Escola Superior de Medicina Veterinária e tirou o curso de Medicina Sanitária do Instituto Superior de Higiene Dr. Ricardo Jorge. Foi bolseiro do Instituto para a Alta Cultura no National Institute for Research in Dairyng e na Universidade de Reading, em Inglaterra.

Fez parte dos quadros técnicos da Direcção-Geral dos Serviços Pecuários e da Junta Nacional de Produtos Pecuários. Exerceu funções de consultor técnico na FAO, Organização para a Alimentação e Agricultura das Nações Uinidas, tendo assessorado programas de desenvolvimento e produção em vários países. Dirigiu a secção de Indústrias Lácteas do Instituto Nacional de Investigação Industrial e, como investigador-coordenador, assumiu a direcção do Departamento de Tecnologia das Indústrias Alimentares do Laboratório Nacional de Engenharia e Tecnologia Industrial.

Foi secretário-geral da Sociedade Portuguesa de Ciências Veterinárias, director da Revista de Ciências Veterinárias e colaborador assíduo de revistas e jornais. Participou activamente em diversos simpósios e congressos, nacionais e internacionais, de Biotecnologia, Leitaria e Produção Animal.


Publicou, entre outras obras, O Leite na Alimentação Humana, Cosmos, 1945; Os Derivados do Leite na Alimentação e na Indústria, Cosmos, 1945; Lechería Tropical, Unión Tipográfica Editorial Hispano-Americana, México, 1965 / La Habana (edição revolucionária), 1967; As Cabras, Livraria Popular Francisco Franco, 1982; As Vacas Leiteiras, Clássica Editora, 7ª ed., 1988; O Leite e os Seus Derivados, Clássica Editora, 5ª ed., 1988; A Cabra, Clássica Editora, 2ª ed., 1990; O Leite em Lisboa - História do Seu Abastecimento, Clássica Editora, 1991; O Reino da Estupidez nos Caminhos da Fome. Memória de Tempos Difíceis, Cosmos, 1996; Cartas na Mesa - Recordando Bento de Jesus Caraça e a «Biblioteca Cosmos», Moinho de Papel, 2004; Viagem ao Correr da Pena, Moinho de Papel, 2004; Ecos do México - Da História e da Memória, Moinho de Papel, 2005; Autópsia a Um Departamento Científico do Estado - Livro Branco do Departamento de Tecnologia das Indústrias Alimentares, Moinho de Papel, 2008.

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AOS AMIGOS DE F. VIEIRA DE SÁ

Se deseja mandar depoimento ou mensagem para assinalar o 100º Aniversário de F. Vieira de Sá pode fazê-lo através do endereço f.vieiradesa@gmail.com. Teremos todo o gosto em publicá-lo(s) aqui. Se preferir, pode também utilizar a caixa de comentários desta mensagem.

Obrigado!

Luís Guerra
Lisboa, 20 de Julho de 2014

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

RECORDANDO URBANO TAVARES RODRIGUES

clicar na imagem


Prova do Prefácio e fotografia da sessão de lançamento do livro Viagem ao Correr da Pena, de Fernando Vieira de Sá (Associação 25 de Abril, 28 de Janeiro de 2005). Urbano Tavares Rodrigues prefaciou e apresentou a obra.

sábado, 3 de agosto de 2013

RECORDAR É VIVER


Este meu livro, de Julho de 1996, não foi bem recebido pelos leitores que eventualmente me lêem, argumentando falta de respeito que a pátria exige a todo o cidadão.

A verdade é que os ditos caminhos continuam em força, sendo hoje cada vez mais evidente que o desastre se aprofunda, pois os sintomas estão na vida do cidadão comum. Contudo, nada se faz para evitar o desastre, deixando os bolsistas usar o sistema em forma universal.

O livro está cada vez mais actual, apesar dos seus dezassete anos de idade. Daí esta lembrança que incomoda o "patriota".

Fernando Vieira de Sá

sábado, 20 de julho de 2013

Fernando Vieira de Sá, 20 de Julho de 2013
[Foto de Luís Guerra]

Fernando Vieira de Sá nasceu em 20 de Julho de 1914 em Alcântara - Lisboa, faz hoje 99 anos.




PARABÉNS, VIEIRA DE SÁ!

Com muita amizade,

Maria de Lurdes Guerra  e Luís Guerra

[As fotos, de Março de 2013, registam momentos de uma visita]

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

DIA DE LOS MUERTOS

«Posada quer mostrar por forma dura e crua que, por mais que os vivos se disfarcem com largos chapéus e ricas plumas e outros adornos enfiados nos crânios das damas da alta sociedade, na morte tudo se reduz a um montão de ossos e a uma caveira horrenda, igual a todas as outras. Com a morte finda a jactância.
[...]
Chama-se ao dia Dia de los Muertos. O que se passa? Nesse dia, em vez da visita aos cemitérios para depor algumas flores (geralmente crisântemos) nas campas dos entes queridos e rezar (os crentes) uma oração evocativa, no México a celebração não fica por aí [...] Nesse dia, amigos e familiares dos seus defuntos de saudosa memória presenteiam-se com caveiras de açúcar feitas por confeiteiros especialistas na arte e vendidas em todas as confeitarias. As ditas caveiras assumem variadíssimos tamanhos, cores, adornos e expressões, todos de toque brincalhão, apelativo de qualquer intenção particular e caricatural, não lhe faltando a quadra escrita na testa sempre graciosa e com segundos sentidos. Os adornos podem ser vários, mas vulgar é a reprodução em açúcar da emblemática Calavera Catrina, de Posada, tão popular no México, como em Portugal é o célebre «Ora Toma» de Rafael Bordalo Pinheiro ou o «Galo» de Barcelos.»

Fernando Vieira de Sá, Ecos do México - Da História e da Memória, Moinho de Papel, 2005

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

A LATA


UMA NOTA QUE NÃO PERDE ACTUALIDADE

Já tinha resolvido selar este meu blogue. Porém, falta-me a força para evitar uma excepção, perante a lata de quem se atreve a censurar quem quer que seja. O Senhor Soares meteu o socialismo na gaveta, o que ele próprio anunciou, e não há notícia de o ter tirado e, como tal, sucedem factos que neste mesmo blogue se ilustram com repugnância, como acontece com este artigo do Diário de Notícias de 9 de Outubro de 2012 - cuja chamada de primeira página se reproduz, com a cara de ovo estrelado - onde revela um impudor que envergonha a política ou qualquer um que seja.

Aqui fica o meu grito, não de regozijo, mas de tristeza.

Fernando Vieira de Sá
Lisboa, 10 de Outubro de 2012

sexta-feira, 20 de julho de 2012

«DERROTA É TER MEDO DO FUTURO»

«Se a minha vida parece ter sido uma vida atribulada de mudanças, discussões, lutas e desilusões, devo confessar que adorei todos os momentos que vivi, inclusivamente os mais difíceis, mesmo quando a luta se perspectivava com a minha derrota. E foram precisamente estas passagens as que mais me ajudaram em todos os sentidos. Nunca senti ou experimentei a derrota, porque derrota não é deixar de ganhar um balúrdio de notas ou não usufruir de compadrios vantajosos. Derrota é ter medo do futuro. Mas, para isso é preciso acima de tudo confiança em si próprio. É gostar daquilo que se faz e por que se luta, tanto no trabalho como na vida em geral, mais igualitária e sem subserviências.»

Fernando Vieira de Sá, Cartas na Mesa - Recordando Bento de Jesus Caraça e a «Biblioteca Cosmos», Moinho de Papel, 2004.

Fernando Vieira de Sá nasceu em Lisboa no dia 20 de Julho de 1914 na freguesia de Alcântara, em Lisboa, cidade onde vive. 

Parabéns, Vieira de Sá, pelo seu 98º Aniversário, mas sobretudo pela Amizade e pelo exemplo de Vida!

Luís Guerra

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

TUDO ISTO EXISTE / TUDO ISTO É TRISTE / TUDO ISTO É FADO


«Soares lança livro, "mas não são memórias" - O antigo Presidente da República Mário Soares vai lançar o livro Um Político Assume-se - Ensaio político e Ideológico no próximo dia 30, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, anunciou ontem o próprio à agência Lusa. No final de uma entrevista, no seu gabinete na Fundação Mário Soares, na capital, o antigo Chefe do Estado mostrou apenas a capa e contracapa do livro, editado pela Temas & Debates, editora do Círculo de Leitores, que será também lançado no Porto, no dia 5 de Dezembro. O ensaio, cujo processo de escrita demorou mais de dois anos, "não são memórias", vincou Mário Soares, ironizando: "Há por aí quem quisesse que eu escrevesse as minhas memórias, mas não são memórias."»
Diário de Notícias, 10-XI-2011


Segundo a notícia Mário Soares, para satisfazer os seus admiradores, fez-lhes a surpresa escrevendo-lhes um livro, mas desde logo avisando-os que não é de memórias, o que mostrou bom senso, pois seria de muito mau gosto recordar o engavetamento perpétuo do seu socialismo e, pior do que isso, o ter-se associar-se a um agente da CIA, de seu nome Carlucci, encaminhando o país para o atoleiro de arena do "Império do Capitalismo" decadente, desde logo sofrendo as leis da evolução histórica de todos os impérios, v. g. o Império Romano.

Só para terminar, fico curioso para ver como é que Soares se vai descartar das nódoas que lhe caíram no seu currículo político, não havendo benzina que lhe valha, pois para esquecimento é cedo, salvo se os seus camaradas não se opuserem. É tudo uma questão de pontos de vista.

Pergunta-se:
- Onde está agora o seu socialismo engavetado?
- Onde está o patriotismo de Soares?
- Onde estão os seus valores cívicos?
- Vale tudo?

A honestidade moral é cada vez mais uma exigência de cada cidadão. Façamos por isso. Mas, por favor, não chamem a isto democracia, quando todo o povo atulha as ruas e as praças com militares, professores, funcionários públicos, etc., manifestando-se com ruído. Chamem-lhe desvergonha, desaforo, descaramento, tudo, excepto democracia.

Fernando Vieira de Sá

domingo, 11 de setembro de 2011

LUTA CONTRA A FOME - O HOMEM QUE QUER SER O 1º E ATÉ ELE SE RI (II)


«PERFIL: JOSÉ GRAZIANO DA SILVA» [Diário de Notícias de 23 de Julho de 2011]

Toma-se este trecho resultado de entrevista, telefónica ou equivalente, do jornalista Abel Coelho de Morais à figura, dando-lhe um personalismo só atingido por directa informação que neste caso é flagrante.

Ao reler a peça anterior sobre o mesmo tema fiquei na dúvida do interesse deste acrescento, dado que aí já estava a suficiente prova para julgar a personagem em questão. Contudo e à laia de cereja cristalizada no topo do pudim, lá vai este pequeno remate que enfeita e não molesta, só enoja.
Trata-se assim de uma personalidade cuja fotografia encabeça o texto anterior com o seu próprio semblante, escrevi a propósito de Josué de Castro, o verdadeiro progenitor e primeiro presidente da FAO por razões históricas já comentadas, e que Graziano, das duas uma: ou desconhece a sua existência sem mais escusa, e não sabe o ABC da história em que se quer infiltrar, e sendo assim o Sr. Graziano é um arrivista; ou o Sr. Graziano é um almocreve sem escrúpulos, falseando a história, tudo para se vender como primeiro brasileiro a ocupar a presidência da FAO, não tendo escrúpulos em vender a alma ao diabo.
Não contente com isto, na entrevista (?) lê-se um grande reportório donde se respigam sentenças que são verdadeiros foguetes de artifício mais virados para uma campanha eleitoral, visando qualquer poleiro vago, do que elucidar o indefeso cidadão quanto aos gravíssimos problemas da fome, apontando para a chaga, a mazela sangrenta de uma civilização sem sentimentos humanísticos que não se confundem com a sua experiência marcada pelas suas vitórias sobre a FOME ZERO, a única verdade em termos de extinção mas também quanto ao progresso das verdadeiras fontes de miséria, onde germina o Nó Górdio, fonte da Fome, questão que é, repito, social e de vontade política que não existe.
Conclusão: Graziano vai repetir a experiência de Josué de Castro que resultou em fracasso, se bem que foi uma importante conclusão que não se justifica insistir e assim entreter a fome aos excedentes de população traduzida em desempregados e pedintes, as vítimas da mecanização por um lado, e a inclemência do capitalismo, por outro.
A máquina não se pode tomar como inimiga do Homem, a riqueza produzida exige contemplar todo o cidadão e não conduzir ao monopólio em qualquer dos seus parâmetros, evitando a fome.
A máquina é uma conquista da civilização, e esta não pode ser propriedade do capitalismo feroz e apátrido, mas sim do sangue derramado pelo povo. Recorde-se Aljubarrota.

Fernando Vieira de Sá

sábado, 10 de setembro de 2011

LUTA CONTRA A FOME - O HOMEM QUE QUER SER O 1º E ATÉ ELE SE RI (I)



Este é o segundo brasileiro a ocupar-se, na FAO, da área da luta contra a fome, E que ele diz ser o 1º, mas que o Mundo também sabe que foi Josué de Castro quem sacudiu o Mundo com o seu livro Geografia da Fome, em dois volumes com 450 páginas traduzidas em 114 idiomas, e que ao terminar a Guerra, fundando-se as Nações Unidas e, por sua influência e prestígio a FAO, tendo sido o seu primeiro presidente, conforme se escreve numa das badanas dos dois volumes do seu livro:

«As pesquisas experimentais que realizou deram-lhe extraordinária projeção científica nos meios científicos mundiais, a qual culminou com a sua eleição em 1961 para o alto cargo de Presidente da Organização de Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (F.A.O.).»

As esperanças no êxito deste órgão de abrangência mundial eram justificadas, pois ninguém no Mundo poderia ter melhores referências para afrontar o magno problema, inaugurando uma Era de estudo, investigação e experiência, que nunca existiu na luta contra a fome que, aliás, jamais foi pensada antes. Contudo, passados mais de 70 anos de esperança, pelo contrário, nunca houve tanta fome no Mundo, o que prova que o problema tem outras razões que não a aparente escassez de alimentos produzidos. Alguma coisa estava e está errada, voluntária ou não, no exame às causas do fenómeno da Fome Mundial e não só a do nordeste brasileiro que tanto influenciou os seus estudiosos, embora a fome nordestina tenha outro nome chamado desnutrição, com outras implicações, o que não é desconhecido, mas sim ocultado, como tabú perante as forças conservadoras, falando apenas em efeito - a fome - mas jamais da causa - a miséria -, que é a palavra correcta derivada da acumulação da riqueza por efeito de uma política de tendência monopolista, dando origem à riqueza, por um lado, e por outro o assalariado rural e urbano, herdeiros do esclavagismo abolido desde a Antiga Grécia. São vivos os quadros esclavagistas sob a exploração dos roceiros do café, do cacau, do açúcar, etc. nos romances de Jorge Amado tais como Cacau, Terras do Sem Fim, e Gabriela, Cravo e Canela. São trechos que enobrecem pela denúncia, do romancista, e envergonham a civilização que persiste em cultivar o gene do animalismo genético de uma selva capitalista de instintos estropiados.
Apesar dos resultados opostos aos desejáveis, não obstante toda a competência indiscutível e consagrada de Josué de Castro e os meios de trabalho proporcionados pela FAO, Esses resultados foram de alto interesse frente ao esclarecimento retirado da causa profunda que é a miséria, que é de raiz social e opção, isto para Graziano saber.

Perante estes esclarecimentos sobre quem foi o 1º presidente da FAO fica claro: foi Josué de Castro e sem batota.

E para que não fiquem dúvidas passarei agora ao auto-intitulado 1º presidente brasileiro da FAO, de que ele próprio se ri, como se vê na foto... brincalhão.
Num próximo escrito, debruçar-me-ei sobre o auto-intitulado 1º presidente brasileiro da FAO que, pelos vistos, pratica o humor negro, pondo de lado a vergonha, com riso de escárnio, a ver se pega. É triste.


Fernando Vieira de Sá