Mostrar mensagens com a etiqueta Contracapa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Contracapa. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

O REINO DA ESTUPIDEZ - II

Como complemento dos textos anteriores, sobre as PME, reproduzimos o texto, também da lavra de Fernando Vieira de Sá, inserto na contracapa do livro O Reino da Estupidez nos Caminhos da Fome - Memória de tempos difíceis, cit.
«Trazer para a ribalta editorial o acérvulo que preenche a terceira parte deste livro [Memória (textos de imprensa, 1946-89)] - por cuja importância e valor só os factos respondem e as consciências ponderam - significa o dever do avivar dessa memória para a confrontar com as realidades entretanto ocorridas em Portugal e no Mundo no campo das ideias, das ideologias e das instituições, com um duplo fim: contrariar a tendência instalada de esquecer ou deturpar factos de interesse crucial para a compreensão do panorama actual; procurar uma racionalidade de sinal positivo ou denúncia de conduta perversa para aquela resposta tão almejada e cada vez mais tão distante quanto urgente.
O fio condutor desta trajectória é a complexa Indústria Alimentar, cuja génesis mergulha na agricultura e o terminus na distribuição dos produtos e, por extensão, na fome, meta até agora desprezível nos sistemas que a provocam e ignoram, mas dela se nutrem.
É à volta de tão abrangente e sinuoso itinerário que as questões de ordem científica, técnica, económica, política e social são abordadas e discutidas, tendo por mote os alimentos e paradigma as PME, vítimas dos modelos macroeconómicos em vigor, embora a retórica oficial lhes cante hosanas. Destes aspectos se ocupam as primeira [Alienações e desvios no estabelecimento de estruturas de desenvolvimento na produção agro-alimentar] e segunda [Reflexões políticas para a compreensão de certos aspectos económicos e sociais da actualidade] partes do livro, funcionando os Apêndices [I. Indústria leiteira e administração pombalina; II. O mirabolante sonho do Rei Formiga. Uma fábula] como ilustrações, a "água-forte", de cenários avulsos da cultura e estadismo lusitanos.»

domingo, 4 de novembro de 2007

Percursos da Memória - 3

«Ecos do México foi uma surpresa.
Esperava um livro diferente pelas referências ao tema em cartas enviadas por Fernando Vieira de Sá para Havana onde então eu residia.
[...]
A obra não cabe no género memorialístico. Ele não se limitou a condensar recordações, integrando-as na sua mundividência. Sentiu a necessidade de escrever um livro em que o cenário humano do México que conheceu, há quase meio século, é iluminado por uma introdução sobre a sociedade pré-colombiana destruída pelos espanhóis e alguns capítulos dedicados à história posterior à Independência e à Revolução Maderista e aos seus desdobramentos».

Miguel Urbano Rodrigues, in contracapa de Ecos do México - Da História e da Memória

Percursos da Memória - 2

«Fernando Vieira de Sá, cientista, homem de cultura, médico veterinário especialista em produção e abastecimento de leite a centros urbanos, consultor técnico da FAO durante muitos anos, em que percorreu o mundo e se relacionou com pessoas e terras, com o seu saber e a sua afabilidade, é também uma personalidade ética, respeitada por amigos e adversários.
A sua já longa vida ao serviço de causas democráticas e da revolução social, pô-lo à prova inúmeras vezes, dando-lhe ocasião de revelar lucidez, coragem e total dedicação aos seus ideais.
Tudo isso podemos observar ou deduzir deste seu atraente livro de memórias e também de afectos, que no-lo mostra em situações bem diversas, sempre sereno, espirituoso e aberto à compreensão do mundo».


Urbano Tavares Rodrigues, in contracapa de Viagem ao Correr da Pena

Percursos da Memória - 1

«O primeiro objectivo desta obra foi publicar a correspondência que o autor dirigiu a Bento de Jesus Caraça, propondo-lhe a inclusão na «Biblioteca Cosmos» de uma secção sobre «Produção e Indústria Animal». Mas acabou por resultar em algo mais vasto. Aqui se fala, numa linguagem viva e plena de sábia ironia, dos tempos de estudo e de bombardeamentos em Inglaterra, de encontros com António Ferro no SNI, Bernardino Machado em Mantelães e António Aleixo e Tossan no sanatório de Covões, da Coimbra da Universidade, da Vértice e da Coimbra Editora, das vivências em Aveiro durante e após a II Guerra Mundial, das recordações dos tempos românticos da aviação na Escola de Aviação Naval de S. Jacinto, do desastre no bota-abaixo da Nau Portugal, construída para a Exposição do Mundo Português, do desenrascanço lusitano e da má qualidade do queijo nacional, do iletrismo das classes dirigentes, dos encontros e recontros provocados por uma vida norteada por valores avessos ao oportunismo, à corrupção, ao servilismo acéfalo e à ganância de todos os tempos. Trata-se de um precioso documento de alguém que atravessou o século XX e se mantém, quase a completar noventa anos de vida, a sonhar e a acreditar que o impossível pode, em cada dia, tornar-se possível. Em Viagem ao Correr da Pena, a editar também na colecção «Percursos da Memória», Vieira de Sá revelar-nos-á os caminhos de uma vida que percorreu mundos e culturas de vários países da Europa, África, Ásia e Américas, detendo-se mais detalhadamente no seu querido México, onde viveu durante alguns anos.»
Luís Guerra, in contracapa do livro Cartas na Mesa - Recordando Bento de Jesus Caraça e a «Biblioteca Cosmos».